Prevenção e Controle
O número de casos de infecções alimentares como problema de saúde pública, incluindo salmonelose, têm crescido em várias partes do mundo. Tem sido tentados numerosos esforços para a redução do risco de contaminação por Salmonella typhimurium tipo DT104, devido a resistência desta cepa a vários antibióticos e sua ampla capacidade de disseminação no ambiente e alimentos.
Biosegurança de rebanho é um dos componentes mais importantes no controle. Desinfecção inadequada pode aumentar a soroprevalência de Salmonella nos rebanhos.
O uso limitado e criterioso de antibióticos pode evitar o aparecimento de cepas resistentes de Salmonella. Além disso, antibióticos podem modificar a flora intestinal normal que normalmente age como mecanismo competitivo e de proteção contra Salmonella.
Diversos procedimentos básicos são utilizados para evitar a introdução de novos sorotipos de Salmonella. O controle adequado do manejo e das instalações é o objetivo. cowfeedweb.jpg (27585 bytes)
  • Manutenção de uma rotina sanitaria com limpeza de acúmulo de fezes e restos de alimento, especialmente em áreas com alta densidade de animais
  • Limpeza constante e eficiente de botas, mãos e roupas
  • Utilização de bactericidas em pedilúvios
  • Controle da origem dos alimentos
  • Manejo adequado à faixa etária dos animais
  • Quarentena de animais a serem introduzidos no rebanho
  • Limpeza de todo o equipamento de ordenha
  • Controle de possíveis vetores
  • Eliminação de roedores
  • Monitoramento e registro de casos positivos por isolamento
  • Tratamento da água
  • Uso de probiótico competitivo (Lactobacillus species, Citrobacter freundii) para inibir a Salmonella no trato intestinal de aves
  • Uso de lavagens ácidas das carcaças ou irradiação do produto final
  • Pasteurização do leite
TA forma mais efetiva de biosegurança para prevenir a disseminação de S. typhimurium depende da contribuição individual de cada um. Já que a bactéria se origina na fazenda, o produtor é importante para a determinação da incidência da doença nos animais. A maioria das fazendas tem níveis variáveis de infecção em qualquer período, mesmo quando não há comprometimento visível da produção e saúde dos animais. O período de incubação prolongado e a condição de portadores (excretores) assintomáticos fazem com que um programa baseado em testes individuais e erradicação seja inviável. Desta forma, no matadouro, cada pessoa na linha de matança tem que manter os padrões mais altos de limpeza e observação.
Finalmente, cabe ao público em geral se responsabilizar pela própria saúde e segurança quando da preparação de alimentos e manipulação de animais. Em vários países, inclusive nos EUA, comunidades veterinárias, médicas e de saúde ambiental, estão trabalhando juntas para promover educação, melhoria dos padrões de segurança alimentar, saúde animal e saúde pública

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