Exclusão Competitiva

Todos os microorganismos competem pelos recursos disponíveis. Aqueles que têm vantagens na competição prevalecem em detrimento dos menos competitivos.

Bactérias requerem condições ambientais semi-específicas para aderência, colonização e patogênese em animais. A população normal de bactérias comensais é capaz de excluir por competição os patógenos como a Salmonella, prevenindo a colonização entérica através de competição física e química.

Colonização entérica por patógenos freqüentemente requer alguma alteração na homeostase da flora intestinal normal. Esta alteração pode ser induzida certas condições como: modificação rápida da alimentação, modificação do ambiental, uso de antibióticos, altas doses de bactéria infectante e dano epitelial concorrente causado por outro patógeno.

Pesquisas demonstraram que a população de bactérias no intestino pode ser alterada pela inoculação intencional de bactérias benéficas, ou exclusão competitiva. Esta prática de exclusão competitiva é realizada pela inoculação de animais com cepas não-patogênicas de bactérias antes e após colonização aparente por patógenos como a Salmonella. Por exemplo, organismos como os lactobacilos produzem substâncias ácidas, reduzindo o pH e limitando a habilidade de crescimento de bactérias não-acidofílicas. Entretanto, a manutenção continua de bactérias benéficas é difícil.
A manutenção de uma população "normal" de bactérias no intestino dos animais deve ser manejada ativamente pelos produtores e veterinários.

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