Tratamento, Controle e Prevenção
| A maioria dos casos de leishmaniose cutânea não requerem tratamento uma vez que são auto-limitantes. Diversos agentes terapêuticos têm sido utilizados para o tratamento da leishmaniose mucocutânea humana. |
| A leishmaniose visceral canina (Kala-azar) tem sido tratada já há muitos anos por veterinários europeus. No Brasil, protocolos terapêuticos para cães têm sido avaliados durante os últimos 4 anos, mas o tratamento de cães infectados não é recomendado devido ao risco potencial para a saúde pública. A política de controle adotada pelo Ministério da Saúde incluí o tratamento precoce das infecções humanas, uso estratégico de inseticidas e eliminação de cães soropositivos. |
| O protocolo utilizado atualmente foi proposto por Ferrer em 1997. As drogas utilizadas mais frequentemente são as seguintes: Antimoniato de Meglumina (Glucantime®) em associação com o Alopurinol (Zyloric®), Aminosidina (Gabbriomycin®) e, recentemente, a amfotericina B (Fungizone®). Todas estas drogas requerem um regime de dosagens múltiplas, o que depende da condição clínica do cão e cooperação do proprietário. |
| Sugere-se que o tratamento de manutenção deve ser mantido com alopurinol, porque é impossível assegurar que os cão não sofrerão recorrência da infecção caso o tratamento seja interrompido. |
| O uso de colares contendo inseticidas, shampos ou inseticidas aerosóis que são efetivos para proteger o cão contra a picada do mosquito, têm que ser utilizados continuamente em todos os pacientes sob tratamento. |
| O controle do vetor é um dos aspectos mais importantes para o controle da doença. O mosquito é susceptível aos mesmos inseticidas que o mosquito da malária. |
| A pulverização de casas e abrigos dos animais com inseticidas só terá impacto na transmissão se o vetor for restrito às áreas intra- ou peri-domiciliar. |