Diagnóstico

O diagnóstico de leishmaniose é dificultado devido à variedade de sinais clínicos, achados histopatológicos inespecíficos e também ao fato das lesões microscópicas observadas poderem ser comuns a outras doenças e alterações imunomediadas.

F11849.jpg (34347 bytes)

O diagnóstico se divide em três categorias principais:
  • Diagnóstico parasitológico
  • Diagnóstico imunológico
  • Métodos moleculares (PCR)

Diagnóstico parasitológico

É o método de diagnóstico mais simples e mais comumente utilizado. É baseado na observação das formas amastigotas pela histopatologia ou citologia utilizando-se esfregaços de medula óssea ou aspirados de linfonodos corados pelo Giemsa. Este método é altamente específico e de baixo custo, mas possui pouca sensibilidade. A utilização da técnica de imunoperoxidase possibilita detecção mais eficiente das formas amastigotas nos tecidos infectados.

F12373.jpg (29546 bytes)

Citologia de medula óssea canina - formas amastigotas de Leishmania localizadas no citoplasma de macrófagos

F11824.jpg (31299 bytes)

Pele de cão - amastigotas marcadas pela técnica da imunoperoxidase

 

Diagnóstico imunológico

É baseado na detecção de anticorpos (principalmente IgG e especialmente IgG1) anti-Leishmania ou respostas celulares específicas. Os quatro principais testes sorológicos aplicados são IFAT, ELISA, DAT e Western Blot. O IFAT é considerado o melhor dos testes, devido à alta especificidade e sensibilidade e apresenta maior repetibilidade e resultados mais confiáveis em relação àqueles que usam antígenos solúveis, como a fixação de complemento. O ELISA é mais sensível, porém menos preciso que o IFAT, pois apresenta reação cruzada com Trypanosoma cruzi e Babesia.

 

Métodos moleculares (amplificação/detecção do DNA de Leishmania)

O PCR utiliza primers do rRNA para identificar parasitas a partir de grande variedade de amostras, incluindo medula óssea humana e canina, linfonodos, biópsias de pele e amostras heparinizadas de sangue total. Este método é útil para o diagnóstico de Leishmania, no acompanhamento de pacientes antes e após o tratamento e na identificação da espécie de parasita envolvido. Esta é uma técnica muito sensível mas nem sempre disponível para os diagnósticos de rotina.

Leishmania Menu | Diagnóstico Diferencial