Epidemiologia

A Leishmaniose visceral é considerada atualmente uma doença emergente e reemergente, tanto em áreas rurais como urbanas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990 existiam 12 milhões de casos, sendo que surgem 400 mil novos casos por ano. No Brasil a estimativa é de aproximadamente 3.000 casos.
Geographic Distribution of Visveral Leishmaniasis Atualmente a OMS vem chamando a atenção para o aumento do número de casos de co-infecção HIV/Leishmaniose visceral, especialmente no sul da Europa. Tal incidência se deve ao uso de drogas e compartilhamento de agulhas e seringas. Esse tipo de transmissão tem se estendido para os países nórdicos.
Geographic Distribution of Cutaneous Leishmaniasis A Leishmania possui larga distribuição em áreas tropicais e subtropicais, se estendendo desde a América Central e do Sul até os países mediterrâneos, África, Ásia central, Índia e China. A leishmaniose é considerada a segunda principal doença causada por protozoário no mundo, perdendo em incidência apenas para a Malária.
No homem a leishmaniose visceral acomete principalmente crianças e indivíduos imunossuprimidos, sendo caracterizada clinicamente por febre oscilante de longa duração, debilidade geral, emagrecimento, pancitopenia, hepato-esplenomegalia, hipergamaglobulinemia e hipoalbuminemia, podendo progredir para um quadro crônico ou para a morte, caso não haja tratamento adequado.
 

Numerosas espécies de canídeos (cães, raposas e chacais), de marsupiais (gambás) e roedores foram incriminadas como reservatórios em regiões endêmicas. Os cães possuem um papel fundamental para a manutenção da doença nas áreas endêmicas, atuando como principal reservatório doméstico e fonte de infecção para os flebotomíneos, com posterior transmissão para o homem.

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