Epidemiologia | Botulismo

As toxinas C-beta e D são as responsáveis pelos casos de botulismo em bovinos, ovelhas, eqüinos e, esporadicamente, em outras espécies.

A doença pode atingir os animais de duas maneiras:

  • Surgimento de casos isolados ou pequenos surtos geralmente decorrentes da ingestão de alimento contaminado, por exemplo, fornecimento de feno, contendo restos de cadáveres de ratos ou gatos, a bovinos e eqüinos estabulados.
  • Ocorrência de surtos epizoóticos

 

Dentre os fatores ecológicos anormais que influenciam o aparecimento da doença, podemos destacar:

Deficiência de fósforo nas pastagens: faz com que os animais adquirem o hábito de ingerir ossos (osteofagia) na tentativa de suprir sua carência. Quando os animais morrem as bactérias aeróbicas presentes em seu tracto digestivo consomem todo o oxigênio existente criando uma atmosfera apropriada para o desenvolvimento dos esporos do C. botulinum. À medida que o cadávere se decompôe, o desenvolvimento desses esporos e a multiplicação bacteriana resulta em produção de grande quantidade de toxina. A toxina contamina ossos porosos, tendões e ligamentos e a carcaça passa a ser o elo principal da cadeia epizoótica.

Estiagem prolongada em regiões alagadas: a cadeia epizoótica tem início com a multiplicação do C. Botulinum no fundo de coleções de água estagnada, local rico em matéria orgânica em decomposição. À medida que o tempo passa o calor diminui o volume e a movimentação das águas que aliado ao consumo do oxigênio restante pela fauna e flora aquática estabelece um ambiente de anaerobiose adequado à multiplicação bacteriana e conseqüente produção de toxina. Quando os animais ingerem a água há também ingestão de grande quantidade de toxina e bactérias.

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