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Peste Suína Clássica | Diagnóstico

Diagnosticando a doença

O isolamento do vírus em cultivo celular é o método mais amplamente aceito para o diagnóstico da PSC. O vírus pode ser isolado do sangue (papa de leucócitos) ou suspensões de baço, tonsilas, linfonodos, glândulas parótidas e rins. Dado ao fato de que o vírus da PSC não é citopatogênico, anticorpos específicos têm que ser usados para detecção do vírus em cultivo celular. Anticorpos monoclonais são utilizados para a diferenciação de pestisvirus de ruminantes (diarréia bovina a vírus e "border disease"). O inconveniente da técnica de isolamento viral é sua lentidão, sendo necessários pelo menos três dias, sendo que o resultado final pode demorar até 7 dias após submissão das amostras ao laboratório de diagnóstico.

A detecção de antígenos virais em cortes de tecidos através de anticorpos fluorescentes é uma alternativa rápida, embora menos sensível que o isolamento. A detecção de antígenos virais também pode ser feita através de ELISA, embora a sensibilidade desta técnica também seja baixa.

Embora não esteja amplamente aceita e padronizada, a detecção do RNA viral através de RT-PCR é uma alternativa muito promissora para o diagnóstico da PSC. É importante ressaltar que o subsequente sequenciamento do produto da amplificação por RT-PCR (região 5’) permite a discriminação entre diferentes cepas do vírus da PSC.

Testes sorológicos para PSC incluem soroneutralização do vírus, que é amplamente aceito, embora lento, e ELISA. A soroneutralização do vírus é o método mais sensível e específico para a detecção de anticorpos contra o vírus da PSC, mas a possibilidade de reação cruzada com anticorpos contra pestisvirus de ruminantes deve ser afastada, utilizando-se um segundo teste de neutralização. Embora menos sensível, o ELISA é um método útil para o exame de grande número de amostras.

Diagnóstico diferencial

O diagnóstico diferencial inclui outras doenças de suínos que são caracterizadas por febre e hemorragia, como Peste Suína Africana, septicemia, intoxicação por anti-coagulantes (derivados cumarínicos) e doença hemolítica do recém-nascido.

Infecções com cepas de baixa virulência têm que ser diferenciadas de várias outras causas de pobre performance reprodutiva e tremores congênitos. Estas causas incluem: pseudo-raiva, parvovírus, diarréia bovina a vírus e "border disease", circovírus suíno e outras causas não infecciosas.

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