Dinâmica da transmissão nas populações de vetores biológicos

Diferentes formas de transmissão também ocorre nas populações de vetores biológicos e pode ser muito importante na preservação da fonte de infecção para espécies veterinárias. Duas formas principais de preservação de agentes de doença ocorrem nos vetores: transstadial e trans-ovariana. Na transmissão transstadial, a infecção com um patógeno é mantida no vetor a medida que ele se desenvolve entre estágios da vida. Por exemplo, um carrapato vetor infectado com uma larva de Borrelia burgdorferi, o agente causador da doença de Lyme, preserva a infecção quando muda para ninfa e em seguida para estágio adulto. A transmissão trans-ovariana é uma forma de transmissão vertical na qual a fêmea vetor passa o agente infeccioso através dos ovos para a próxima geração. Por exemplo, ovos postos por uma fêmea de carrapato Boophilus que foi infectado com Babesia bigemina eclode como uma larva infectada.

A transmissão trans-ovariana pode ser muito importante na preservação da fonte de infecção para animais. Por exemplo, a transmissão trans-ovariana é capaz de preservar o vírus da estomatite vesicular em populaçoes de maruins e pernilongos borrachudos. O vírus da estomatite vesicular causa enfermidade vesicular em suínos, equinos, bovinos e humanos a qual pode ser difícil a diferenciação de outras enfermidades vesiculares de animais, como febre aftosa, enfermidade vesicular de suínos, e exantema vesicular de suínos.

Lesões vesiculares no focinho Lesões vesiculares no casco
Lesões vesiculares no focinho e no casco de porco.

Pensou-se inicialmente que um surto de estomatite vesicular no sudoeste dos E.U. em 1982 iria declinar com a morte de moscas adultas logo após a primeira geada de inverno. Naquela época, a transmissão trans-ovariana do vírus da estomatite vesicular não tinha ainda sido descoberto em pernilongos borrachudos e maruins. O surto inesperadamente continuou durante o inverno. Essa continuação foi atribuída ao deslocamento de animais infectados e a exposição de animais não infectados a objetos contaminados. Contudo, a transmissão trans-ovariana pode ter sido uma contribuição para a habilidade do vírus de superar o inverno.


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