Bioterrorismo e o Uso do Antrax na I Guerra Mundial
Bioterrorismo, ou guerra biológica, é definida como o uso intencional de microorganismos ou toxinas derivados de organismos vivos ou vírus, causando morte ou doenças em humanos, outros animais, ou plantas em comunidades civis. O bioterrorismo pode ocorrer por qualquer das rotas descritas anteriormente: fomitos, vetores, animais infectados, productos de origem animal, ou doenças emergentes.
Para entender bioterrorismo, nós vamos inicialmente rever algumas definições básicas. Bioterrorismo por si só, é a prática do uso de armas biológicas para violência criminal. Armas biológicas ou agentes de guerra biológica são organismos ou toxinas produzidas por organismos que podem ser usados contra indivíduos, animais, ou plantações. Isso contrasta com armas químicas que são substâncias nocivas feitas pelo homem que matam ou incapacitam.
Em medicina veterinária, nós também estamos preocupados com agroterrorismo, o qual é uma forma específica de bioterrorismo onde as armas biológicas visam animais ou plantações para causar dano econômicos e instabilidade.
As consequências de ataques bioterroristas direcionados a humanos diferem consideravelmente das consequências de ataques agroterroristas. Os efeitos de um ataque direcionado contra a saúde pública seria medido em termos de morbidade e mortalidade e os custos associados com descontaminação, vigilância, controle, e erradicação se possível. Os efeitos de um ataque direcionado à saúde de rebanhos ou aves de produção seria medido em termos de morbidade e mortalidade animal. Além disso, custos astronômicos associados com a descontinuação de exportações de animais e produtos animais também são considerados. Se o agente biológico usado fosse um agente zoonótico, os dois conjuntos de custos seriam considerados e a situação seria bem pior.
Um exemplo de agroterrorismo pode ser encontrado na I Guerra Mundial, quando presumivelmente o exército Alemão utilizou o Bacillus anthracis, o agente causal de antrax, para contaminar cavalos e mulas na Mesopotâmia e França.
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Bacillus anthracis produz esporos capazes de viverem no solo durante anos, portanto um único evento de contaminação pode ter efeitos duradouros numa área. |
Mais informações sobre bioterrorismo na I Guerra Mundial podem ser encontradas em:
Cieslak, Christopher G. Rj, Pavlin J. et al. Biological warfare: A historical perspective. JAMA 1997; 278:412-417.
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